1848 - Almeida Antiga
AA1848

Capítulo
6

1 AONDE foi teu amado, ó a mais formosa entre as mulheres? para onde virou a vista teu amado, e o buscaremos comtigo? 2 Meu amado descendeo á sua horta, aos canteiros da especiaria; para pastar nas hortas, e a colher os lirios. 3 Eu sou de meu amado, e meu amado he meu: elle pasta entre os lirios. 4 Formosa es, amiga minha, como Thairsá aprazivel como Jerusalem: formidavel como bandeiras de exercitos. 5 Desvia teus olhos de mim, porque elles me violentão: teu cabello he como rebanho de cabras, que pastáo a erva de Gilead. 6 Teus dentes como rebanho de ovelhas, que sobem do lavatorio; e todas produzem gemeos, e esteril não ha entre ellas. 7 Como hum pedaço de romã, assim são tuas faces entre tuas gadelhas. 8 Sessenta são as Rainhas, e oitenta as concubinas; e as donzellas sem numero. 9 Porem huma he minha pomba, minha perfeita; a unica de sua mai, e a mais querida daquella que a pario: a vendo as filhas a chamarão bemaventurada; as Rainhas e concubinas a louvarão. 10 Quem he esta que apparece como a alva do dia? formosa como a lua, lustrosa como o Sol, formidavel como bandeiras de exercitos? 11 A a horta das nogueiras descendi, para ver os novos frutos do valle: a ver se florecião as vides, e brotavão as romeiras. 12 Antes de eu o sentir, me poz minha alma nos carros de meu povo voluntario. 13 Torna-te, torna-te, Sulamitha; torna-te, torna-te, e ver-te-hemos: que he o que vedes na Sulamitha? he como fileira de dous exercitos.